DEFESA DA PETROBRAS: UMA LUTA PELA SOBERANIA NACIONAL

Notícias 29/05/2018

Solidarizamo-nos com os caminhoneiras(os) e também as(os) petroleiras(os), que entram em greve a partir do dia 30 de maio de 2018 em apoio ao movimento das(os) caminhoneiras(os) e pela defesa da Petrobras, estatal que é patrimônio do nosso povo. 
 
A FUP (Federação Única dos Petroleiros) é contra estes aumentos abusivos do diesel e gasolina, que são resultados de uma  política de reajuste dos derivados dos preços dos combustíveis, alinhados à  flutuação do dólar articulada a um processo  progressivo de privatização da Petrobras. Isto se dá com a diminuição da capacidade produtiva das refinarias brasileiras, levando-se a uma  condicionando uma crescente exportação de petróleo bruto que será  para processado  no exterior pelas grandes petroleiras. A greve também marca posição contra a privatização da empresa e pela saída imediata do presidente Pedro Parente, que, com o aval do governo Michel Temer (PMDB), mergulhou o país numa crise sem precedentes. 
 
De acordo com levantamento realizado pelo Dieese, a Petrobras reajustou o preço da gasolina e do diesel nas refinarias por 16 vezes em apenas um mês e 227 vezes nos dois anos de governo Temer com 57% de aumento, representando um dos maiores elevacoes de preço em nível mundial. O preço da gasolina saiu de R$ 1,74 e chegou a R$ 2,09, alta de 20%. Já o do diesel foi de R$ 2,00 a R$ 2,37, aumento de 18%. Para o consumidor final, os preços médios nas bombas de combustíveis subiram de R$ 3,40 para R$ 5,00, no caso do litro de gasolina (crescimento de 47%), e de R$ 2,89 para R$ 4,00, para o litro do óleo diesel (alta de 38,4%). 
 
Para o dia 30 de maio de 2018, as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo convocam a população a participar de um protesto nacional  em defesa da Petrobras e de sua função social, e pela mudança na política de preços praticados pela estatal, que vem acarretando a alta dos preços do diesel, da gasolina e do gás de cozinha. A escalada do diesel levou à atual greve dos caminhoneiros. Juntas, as duas frentes representam mais de 100 entidades, entre as quais CUT, CTB, Intersindical, a Central de Movimentos Populares (CMP), MST, MTST, UNE e Marcha Mundial das Mulheres (MMM). Em Florianópolis, a concentração será a partir das 15h, no Largo da Catedral.